4/09/2016

Sempre.

Para ti Tiago.

Without you there's no tomorrow

"The Future Is Dark"

Oh, my son too young to understand that life is dark sometimes
There is just not enough light
And you, you broke me everyday, but I fought you back
I think I could die in the next room without you noticing

Where do we go, where do we go from here and where do we go?
Where do we go, where do we go from here, what happened to us?

Gotta breathe in, gotta breathe out
Up on your feet, gotta think twice
The future is dark, the future is vile
Without you there's no tomorrow

We, we die alone, but we live without
And yes, it hurts me so to realize that death won't do us
Won't do us part, but something
Something else might

Where do we go, where do we go from here and where do we go?
Where do we go, where do we go from here, what happened to us?

Gotta breathe in, gotta breathe out
Up on your feet, gotta think twice
The future is dark, the future is vile
Without you there's no tomorrow
Gotta breathe in, gotta breathe out
Up on your feet, gotta think twice
The future is dark, it’s all that we’ve got

Moonspell

Não desejarás boa páscoa.

Asad Shah, dono de uma loja de conveniência em Glasgow, foi morto no dia 24 de março, horas depois de ter colocado no Facebook uma publicação onde desejava uma “Páscoa muito feliz”. Um suspeito foi detido e terá confessado ser o responsável pela morte do lojista, informa o jornal britânico The Guardian.

Asad Shah foi morto quatro horas depois de ter publicado no seu Facebook uma mensagem onde se podia ler “boa sexta-feira e uma Páscoa muito feliz, especialmente para a minha adorada nação cristã!”

O homem, que tinha migrado do Paquistão para a Escócia na década de 90, fazia parte da comunidade Ahmadi, uma comunidade muçulmana que não acredita que Maomé tenha sido o derradeiro profeta do Islão. Esta crença é rejeitada pela maior parte dos muçulmanos e levou a que a comunidade fosse alvo de perseguições no Paquistão e na Indonésia. Os muçulmanos ortodoxos não consideram que os membros desta comunidade sejam muçulmanos.

O lojista de 40 anos foi esfaqueado e pontapeado, acabando por morrer a caminho do hospital Rainha Isabel II.

Após o crime, foram vários os tributos ao dono da loja, que era bastante conhecido dentro da comunidade multicultural de Glasgow. Junto aos tributos foram angariados mais de 100 mil dólares (aproximadamente 136 mil euros).

Alguns dos entrevistados relembraram Shah como um homem simpático e atencioso que se preocupava com a comunidade. Entre as pessoas presentes na vigília de Sexta-feira Santa, esteve o primeiro-ministro escocês, Nicola Sturgeon. A vigília foi organizada por duas mulheres, uma muçulmana e uma católica e originou a hashtag#thisisnotwhoweare, afirma o The Guardian.A família de Asad Shah publicou um comunicado em que agradece a demonstração pública de afeto por parte da sociedade de Glasgow.

Tanver Ahmed, de 32 anos, foi acusado do homicídio do lojista. OTelegraph cita um comunicado divulgado pelo advogado de Ahmed, John Rafferty. Neste comunicado o suspeito admite ser o responsável pelo assassinato e dá a sua explicação: “Tudo isto aconteceu por uma razão e apenas uma. Asad Shah desrespeitou o mensageiro do Islão, o profeta Maomé, que a paz esteja com ele. O senhor Shah afirmou ser um profeta.”

Ahmed afirmou ainda que caso não o tivesse feito, outros o fariam, mas talvez nessa circunstância as consequências fossem mais nefastas, resultando em “mais mortes e violência no mundo”. No comunicado o suspeito afirmou que tinha respeito pelo Cristianismo e que outras religiões não tiveram qualquer influência sobre a sua decisão: “Quero deixar perfeitamente claro que o que aconteceu não teve nada a ver com o Cristianismo ou com qualquer outra crença religiosa. Embora eu seja um seguidor do profeta Maomé, que a paz esteja com ele, também adoro e respeito Jesus Cristo.”

Ahmed Owusu-Konad, o líder da comunidade Ahmadi de Glasgow, pediu a todos os líderes muçulmanos e imãs do Reino Unido para condenarem, publicamente, o assassino de Asad. Segundo Owusu-Konad, é necessário condenar as suas ações já que estas “Justificam o assassinato de qualquer pessoa – muçulmana ou não – que um extremista considere que desrespeitou o Islão”.

Artigo Original: Observador

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